Área do Cliente

FGTS financiará imóvel de até R$ 1,5 milhão.

Diário das Leis - Noticias

Trata-se de mais uma medida anunciada pelo governo com o objetivo de estimular a economia. Atualmente, em São Paulo, o teto está em R$ 950 mil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou nesta quarta-feira (15/02), que o governo vai aumentar para R$ 1,5 milhão o teto do valor do imóvel que poderá ser financiado com os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

"A classe média vai ser extremamente beneficiada (pela medida)", diz o ministro em entrevista à emissora de TV GloboNews.

Meirelles não informou quando o novo limite passará a valer. Atualmente, em São Paulo, o teto está em R$ 950 mil. Esta foi a segunda medida anunciada pelo governo nesta semana com o objetivo de estimular a economia.

Na última terça-feira (14/02), o governo divulgou o calendário para saques de contas inativas do FGTS, uma medida que pode injetar cerca de R$ 35 bilhões na economia.

Tem direito aos saques os trabalhadores que foram demitidos por justa causa ou pediram demissão até dia 31 de dezembro de 2015. Os saques podem ser feitos a partir do dia 10 de março, dependendo da data de nascimento, até o dia 31 de julho.

ESTRANGEIROS

O ministro informou ainda que a venda de terras para estrangeiros será liberada nos próximos 30 dias. O objetivo da medida, segundo ele, é dar impulso ao agronegócio, uma das áreas que está dando certo no País.

O ministro, no entanto, não informou que tipo de mecanismo será utilizado para liberar o acesso de investidores de fora do Brasil ao mercado de propriedades rurais.

Sobre a retomada da economia, Meirelles disse acreditar que a atividade vai chegar ao fim deste ano a um ritmo de crescimento de cerca de 2% ao ano.

"Vamos nos lembrar que saímos de uma recessão de -3%. Então (reverter o quadro) para 2 positivo é bastante".

Já a taxa de desemprego, na visão do ministro, vai começar a se recuperar no segundo semestre e chegar em 2018 a um patamar cada vez menor.

A confiança na retomada, de acordo com o ministro, está baseada numa série de fatores: controle dos gastos públicos com a PEC do Teto; reformas da Previdência e trabalhista; queda dos juros; recuo da inflação; criação de um novo programa de regularização tributária; nova fase do programa de repatriação de capitais; apetite renovado dos investidores pelos leilões das áreas de petróleo, entre outros.

ESTOQUE

A declaração feita por Meirelles é uma notícia positiva para as empresas do mercado imobiliário. Assim como em São Paulo o limite de R$ 950 mil também é a realidade do Rio de Janeiro e Distrito Federal. Portanto, a elevação do teto seria de 59%.

A flexibilização favorecerá a comercialização do estoque das incorporadoras que atuam na produção de imóveis para consumidores de média e alta renda, como é o caso de Cyrela, Even, Eztec, Gafisa, PDG, Rossi e Rodobens.

Entre todas essas companhias, a mais beneficiada deve ser a Eztec, que possui 37% de estoque composto por unidades entre R$ 750 mil e R$ 1,5 milhão, de acordo com cálculo feito pela equipe de análise de construção civil do banco JP Morgan.

Nas outras companhias, esse patamar é de: Rossi (24%), Gafisa (22%), Rodobens (12%), Cyrela (11%), PDG (10%) e Even (9%). Nesta quinta-feira (16/02), às 12h45, todas as ações de incorporadoras listadas no Índice Imobiliário (Imob) eram negociadas em alta.

O movimento era liderado pela Rossi, em alta de 3,20%, cotada a R$ 9,67. A medida teria o objetivo específico de ajudar a desovar o estoque das empresas.

O estoque de imóveis novos disponíveis para comercialização no País no fim de novembro totalizou 120,7 mil unidades, o que representa um crescimento de 2,5% em relação a outubro e alta de 10,5% em relação a novembro do ano anterior.

Os dados fazem parte da pesquisa mais recente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), que reúne os resultados das 19 maiores incorporadoras do País.

FONTE: JORNAL DO COMERCIO, 16.2.2017